Você exerce a guarda responsável?
O que vem a ser a tão mencionada “guarda responsável”? Será que todos aqueles que têm a companhia de animais de estimação estão, efetivamente, atuando como efetivos guardiães de seus pets?
Quando se reflete naquilo que é necessário para garantir o bem-estar dos animais de companhia, muitos voltam-se apenas para o pilar “comida-água-caminha”. Disponibilizar esses recursos aos pets seria o suficiente para mantê-los bem. Mas, felizmente, a mentalidade das pessoas tem mudado e já se encontra bastante difundida a ideia de que proporcionar bem-estar a cães e gatos domésticos vai muito além de fornecer o básico para a sobrevivência.
Para que o exercício da guarda de forma responsável seja efetivo, a reflexão acerca de ter ou não a companhia de um outro ser vivo começa antes mesmo de trazê-lo para casa. Pensar na questão sob o ponto de vista do perfil da família já é um bom começo. Qual o estilo de vida dos moradores daquela casa? Gostam e têm disposição e prazer para cuidar de um animalzinho? Têm disponibilidade de um tempo diário para dar atenção ao pet? Possuem temperamento mais tranquilo ou são pessoas mais ativas? Seria melhor um gato, um cão, um peixe ou hamster? Quais as características comportamentais de cada uma destas espécies?
Respondidas estas questões e optando-se por um cão (atualmente, o animal de estimação mais presente nos lares brasileiros), qual raça se adequaria mais àquela família (lembrando que nem sempre a raça da moda poderá se adequar ao estilo da pessoa...). Neste ponto, é também importante lembrar que animal de estimação não é presente: melhor seria dar um brinquedo para uma criança que faz aniversário do que um fofo filhote de cão!
Além dessas considerações, vale lembrar que a guarda responsável implica em manter a saúde do pet, o que significa mantê-lo vacinado, vermifugado e livre de parasitas. Cuidar de sua alimentação também entra neste quesito, assim como a castração, medida eficaz para o controle populacional.
A saúde mental do pet também deve fazer parte dos cuidados cotidianos. Sim, e isto significa adequar as características comportamentais de cada espécie à rotina que se pretender dar ao pet. Cães precisam caminhar, farejar coisas novas, encontrar-se com membros de sua espécie. Aos gatos deve ser permitido acesso a locais altos, que possam ser escalados, além de brinquedos que estimulem seu instinto nato de caça e também locais seguros para observar o movimento. Garantir que o dia a dia do animalzinho de estimação seja preenchido com atividades que lhes manterão ativos física e mentalmente é, também, uma forma de proporcionar-lhes bem-estar.
Finalmente, é importante lembrar que os cães e gatos vivem, aproximadamente, de 12 a 18 anos. E, como todos os mamíferos, sofrerão mudanças físicas e comportamentais durante o envelhecimento. Cabe às famílias garantir-lhes uma velhice livre de desconforto, dor e abandono, com qualidade de vida para enfrentar os últimos anos ao lado dos companheiros humanos.
Assim, antes de cogitar a possibilidade de trazer para casa um lindo e fofo animal de estimação, lembre-se de todas as questões envolvidas, pois é eticamente necessário que o ser humano passe a se considerar efetivamente responsável pelo bem-estar daquele bichinho que lhe fará companhia por anos e anos!
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